A BAE Ventures S.A.(BAE) é uma Sociedade Anónima portuguesa de investimento sectorial, co-investida por operadores e decisores do turismo. A BAE não é agnóstica — traz 30+ anos de experiência operacional no setor para identificar problemas reais antes do mercado financeiro os reconhecer.
Os acionistas não são apenas investidores, são co-proprietários da camada de inteligência que vai redefinir a sua própria indústria.
A BAE gera valor através de três fontes complementares: a valorização das participações do portfólio, as comissões de gestão dos fundos que administra, e as performance fees geradas quando os investimentos superam os benchmarks definidos. Esta estrutura alinha completamente os incentivos da gestão com os interesses dos acionistas.
A BAE não subscreve a lógica de uma VC generalista que avalia oportunidades com modelos financeiros. Avalia-as com décadas de experiência operacional no terreno — sabendo se o problema é real, se o operador que decide a compra tem orçamento e mandato, e se a solução é viável na realidade das operações hoteleiras e turísticas.
A BAE agrega investidores que percebam e descodifiquem os problemas do setor — e que estejam interessados em estar à frente da inovação através das suas próprias estruturas. Não é um requisito de entrada: é a fonte da vantagem competitiva da BAE.
- Validação real: Os acionistas são os potenciais primeiros clientes das investidas do portfólio. A due diligence de produto é feita por quem opera no terreno — não por analistas externos. Reduz estruturalmente o risco de product-market fit.
- Distribuição imediata: As investidas são apresentadas aos decisores de mercado. A taxa de adopção é mais rápida porque os primeiros clientes já estão na cap table.
- Intelligence exclusiva: acionistas com "skin in the game" partilham contexto operacional único que nenhum Venture Capital generalista tem. O filtro de investimento melhora a cada operação.
- Acesso à Nexus Travel & Tourism Intelligence: os acionistas do setor têm acesso a uma plataforma de inteligência de inovação sectorial — com conteúdos curados, tendências emergentes e informação relevante para os desafios operacionais do dia a dia das suas empresas.
- 35+ anos de experiência em turismo e hospitality
- €6,3 mil milhões em projetos de investimento liderados
- Private Equity e Venture Capital — Hospitality, Real Estate, Tecnologia
- Projetos em Europa, ME, EUA, LatAm, África
- Relação direta com grandes operadores institucionais
- 30+ anos em turismo, tecnologia e consultoria
- Especialização em transformação digital
- Projetos internacionais de integração tecnológica
- Investigação académica em IA e automação hoteleira
- Programas de inovação com grupos internacionais
- Fundraising & Capital Markets
- Gestão do pipeline de LPs institucionais e privados
- Estratégia de comunicação com investidores
- antonio.parente@baeventures.com
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| Veículo | Sociedade Anónima Portuguesa |
| Participação | Ações Preferenciais de Categoria A |
| Ticket Recomendado | €100.000 |
| Target Total | €8.000.000 em 3 rondas |
| Estado Actual | 1ª Ronda (2.ª emissão) — Aberta para subscrição |
| Retorno Projetado | x3,43 MOIC · IRR >25% |
| Liquidez LP | Mercado secundário interno + eventos estratégicos |
| Horizonte | Médio-longo prazo · sem maturidade definida |
| Perfil LP Alvo | Operadores turísticos · Family offices · Empresas do setor |
A BAE não é apenas um veículo de capital — é uma plataforma de inteligência sectorial que converte conhecimento operacional em vantagem de investimento estrutural. O ecossistema tem quatro componentes que se reforçam mutuamente.
O Nexus Travel & Tourism Intelligence é a plataforma interna de conhecimento e inteligência da BAE Ventures. Centraliza insights, dealflow, dados de mercado e conteúdos de programas, conectando startups, empresas do sector, investidores e especialistas num único espaço. É o mecanismo de produção de deal flow proprietário que diferencia a BAE de qualquer Venture Capital generalista.
A arquitetura do Nexus Travel & Tourism Intelligence organiza-se em 9 verticais, cobrindo a totalidade da cadeia de valor do turismo. Esta estrutura é o filtro conceptual que determina o que entra ou não no pipeline de investimento.
A rede de 46+ Venture Partners em 24 cidades e 5 continentes detecta tendências emergentes 12–18 meses antes de chegarem ao mainstream. Quando um tema se destaca, a rede de Venture Partners sinaliza-o, a Nexus Travel & Tourism Intelligence assinala-o muitas vezes antes de qualquer publicação de mercado. A BAE investe na janela de formação de valor — antes de o mercado já ter quantificado a oportunidade.
O conteúdo das verticais é curado a partir do que os corporate partners e os Venture Partners reportam como dores reais e não resolvidas. A tese de investimento não é construída em cima de relatórios de consultoras — é refinada continuamente por feedback operacional de quem compra a tecnologia. O resultado é uma tese que, em média, tem uma correlação mais alta com a realidade do mercado do que qualquer análise top-down.
O maior risco em early-stage não é tecnológico — é de adopção. A BAE, através do Nexus Travel & Tourism Intelligence e dos seus corporate partners, consegue validar se um problema existe, se há budget alocado para o resolver, e se os decisores estão dispostos a assinar uma POC (Prova de Conceito) antes de fechar o investimento. Este mecanismo é estruturalmente impossível de replicar por um Venture Capital generalista sem acesso operacional ao setor.
- Proximidade ao processo — Acionistas participam na comunidade Nexus Travel & Tourism Intelligence, nos Corporate Programs e têm visibilidade directa do portfólio.
- Efeito reputacional — A presença de grandes operadores como acionistas sinaliza ao mercado que a BAE tem acesso privilegiado a quem decide a adopção tecnológica no setor.
- Intelligence recíproca — O conhecimento flui nos dois sentidos: a BAE informa os acionistas sobre tendências emergentes; os acionistas partilham com a BAE sobre os problemas reais que ainda não chegaram ao mercado de capitais.
A tese de investimento da BAE e do BAE Travel & Tourism Fund é primeiramente construída, monitorizada e testada no Nexus Innovation Lab. A sua flexibilidade permite identificar os temas emergentes.
As relações com founders, operadores e ecossistema são cultivadas inicialmente na Nexus Innovation Lab — onde a informalidade e a velocidade permitem criar confiança nos investimentos.
A existência do Nexus Innovation Lab permite uma decisão rápida, fundamentada e validada nas decisões de investimento e acompanhamento das investidas.
O BAE Travel & Tourism Fund é o Fundo de Investimento Alternativo de Capital de Risco Aberto gerido pela Sixty Degrees — o veículo de aplicação da tese de investimento da BAE a uma escala institucional. Regulado pela CMVM, com Caixa Geral de Depósitos como depositário e Kreston SROC como auditor.
A estrutura (Evergreen) — sem data de maturidade definida — é deliberada. Permite que o Fundo acompanhe as participadas pelo ciclo de vida que a tese exige (5–8 anos para Strategic Anchors) sem a pressão de returns forçados por calendário que um prazo definido impõe.
| Gestora | Sixty Degrees — Sociedade Gestora de OIC, S.A. |
| Depositário | Caixa Geral de Depósitos, S.A. |
| Supervisão | CMVM — regulado e supervisionado |
| Target | €50M |
| Ticket mínimo | €100.000 |
| Ticket Recomendado | €250.000+ |
| Categorias | A (€100k) · B (€250k+) |
| Comissão gestão | 2,0% cat. A · 1,5% cat. B |
| Comissão performance | 20% sobre rentabilidade anual > 7% |
| Carência | 4 anos por subscrição |
| Resgates | Até 5%/mês após carência · limite global 3% do VLGF/mês |
| Retorno projetado | x3,5 MOIC · > 25% IRR |
SaaS, iPaaS e soluções de AI aplicada com ciclos de crescimento e liquidez rápidos. Produtos com adoção provada, PMF validado, e potencial de M&A por incumbentes do setor ou grandes plataformas tecnológicas em 24–36 meses. Geram liquidez precoce para o Fundo, demonstram tração e validam a tese para rondas subsequentes.
Participações em infraestruturas digitais críticas e estruturais do setor turístico. Empresas que constroem camadas de plataforma com switching costs elevados, efeitos de rede e potencial de se tornarem o sistema nervoso de toda uma vertical. Horizonte de 5–8 anos, upside estrutural e múltiplos de retorno mais elevados.
- Com um target de €50M, o Fundo tem capacidade para participações de dimensão institucional — tickets médios por investimento mais elevados e capacidade de co-liderar rondas Série A ao lado de investidores de referência.
- Credibilidade institucional para os founders: ser investida pelo BAE Travel & Tourism Fund — é um sinal de qualidade diferente de receber capital de um investidor privado. Facilita rondas subsequentes com investidores institucionais que exigem co-investidores regulados.
- Mecanismo de liquidez estruturado para investidores: o sistema de resgates concebido (possível após 4 anos de carência, até 5%/mês) oferece a visibilidade de liquidez.
- Diversificação por vintage: a estrutura evergreen permite que o Fundo acumule participações em diferentes vintages — o que suaviza o J-curve e reduz a exposição a um único momento de mercado.
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Investimos na próxima camada de infraestrutura digital que irá tornar o setor global de Travel, Tourism & Hospitality mais inteligente, interoperável, seguro e sustentável. Não procuramos aplicações incrementais — procuramos camadas estruturantes com potencial de moldar a arquitectura do setor na próxima década.
O turismo global atravessa, em 2026, uma transição que não tem paralelo na sua história moderna. Após a ruptura pandémica de 2020–2022 e a recuperação acelerada de 2023–2025, o setor não regressou a uma normalidade anterior — entrou numa fase inteiramente nova, definida por forças estruturais, designadamente o surgimento da Inteligência Artificial, que tornam a arquitectura tecnológica e operacional existente fundamentalmente inadequada para a próxima década.
O gasto global em viagens ultrapassou os $11,7 triliões em 2025, superando os níveis pré-pandemia. A trajectória projectada aponta para os $16 triliões até 2034, com CAGR de 5,5%. O setor caminha para mais de 30 mil milhões de viagens anuais até 2034 — e os sistemas actuais, construídos para uma fracção deste volume, simplesmente não conseguem suportar esta escala.
O turismo global opera sobre uma infraestrutura tecnológica concebida nos últimos 30 a 50 anos. Os GDSs que processam a maioria das reservas aéreas mundiais assentam em arquitecturas COBOL dos anos 1960–70. Os PMS que gerem a operação da maioria dos hotéis não foram concebidos para comunicar com APIs modernas. Os sistemas de pagamento continuam, maioritariamente, desconectados dos fluxos de reserva.
O resultado: um setor profundamente fragmentado, percepcionado como digital mas, analógico nas suas operações — com processos manuais, dados em silos, e sistemas fragmentados que comunicam dificilmente entre si.
A análise das conjunturas globais em curso — com base no WEF Global Risks Report 2026, BlackRock BGRI de Março de 2026, e relatórios da Deloitte, Rabobank e CFR — identifica seis forças que definirão o turismo entre 2026 e 2036 e têm impacto directo sobre os mercados, a velocidade de adopção tecnológica e o perfil de risco-retorno do portfólio da BAE.
Força I
IA como Sistema Operativo do Setor
A IA agentic deixa de ser uma feature periférica e torna-se o motor operativo central do turismo. Agentes de IA gerem pricing e inventário em tempo real, sistemas conversacionais substituem interfaces search-and-book, e modelos de personalização incorporam mais de 200 variáveis contextuais por interacção.
Estimamos que 30 a 50% dos processos administrativos do setor serão automatizados até 2030. A IA pode tornar pesquisas e reservas 90% mais eficientes em ambientes AI-native. Empresas que não migrarem nos próximos 5 anos tornar-se-ão rapidamente não-competitivas.
| Horizonte | 2026–2030 |
| Risco portfólio | Baixo (acelerador) |
| Probabilidade | 95% |
Força II
Interoperabilidade e Normalização de Dados
O setor caminha para a maior normalização de dados da sua história. A adopção do modelo Offers & Orders nos transportes — liderada pela IATA ONE Order — cria um precedente para a unificação que se estenderá ao sector. A pressão regulatória europeia (Data Act, GDPR, ESRS) obriga à portabilidade e governança de dados em formatos auditáveis.
Emergem data layers unificados, APIs abertas e plataformas de clean rooms que permitem a partilha segura de dados entre operadores. Empresas que construirem estas infraestruturas tornar-se-ão guardiões críticos com "switching costs" elevados e efeitos de rede auto-reforçantes.
| Horizonte | 2027–2031 |
| Risco portfólio | Misto (depende de standards) |
| Probabilidade | 80% |
Força III
Cibersegurança e Confiança Digital
O setor de travel e hospitality tornou-se um dos alvos mais atractivos para cibercriminosos. Os ataques crescem a mais de 60% ao ano (JAAUTH 2024), o custo médio por incidente supera $500.000, e registaram-se mais de 8.000 data breaches no primeiro semestre de 2025 com 345 milhões de registos expostos. Os ataques AI-driven cresceram 1.265% em 2025.
A regulação NIS2, AI Act, DORA e Cyber Resilience Act criam obrigações legais que transformam o investimento em segurança de discricionário para obrigatório. A ameaça quântica ("harvest now, decrypt later") torna toda a infraestrutura de dados históricos do setor vulnerável — a migração para PQC é mandatória.
| Horizonte | Imediato |
| Risco portfólio | Mínimo (procura mandatória) |
| Probabilidade | 100% |
Força IV
Sustentabilidade e Pressão Climática
O pacote Fit for 55 impõe reduções de 55% nas emissões até 2030. O ESRS obriga as grandes empresas (desde 2025) e PME (2026–2028) a reportar métricas ambientais em formatos auditáveis. A EU Taxonomy condiciona o acesso a financiamento à classificação de sustentabilidade.
A título de exemplo, apenas 12% dos hotéis têm sistemas de monitorização energética integrados (Oracle Hospitality 2024). O ESRS obriga a métricas auditáveis que a grande maioria dos operadores não consegue gerar com os sistemas actuais. Esta realidade transforma a sustentabilidade de obrigação de compliance num imperativo de sobrevivência operacional.
| Horizonte | 2026–2036 |
| Risco portfólio | Baixo (regulação EU) |
| Probabilidade | 100% |
Força V
Fragmentação Geopolítica e Novos Fluxos
O confronto geopolítico é o risco nº1 do WEF 2026, subindo oito posições. Os EUA tornaram-se o único país de 184 analisados pelo WTTC a registar queda de receita turística em 2025 — uma perda de $12,5 biliões que reflecte tarifas, desincentivo às viagem e sentimento anti-EUA nos mercados europeus e canadianos.
Estes fluxos estão a ser redireccionados para a Europa e Ásia — criando uma janela de crescimento directamente capturável pela BAE enquanto investidor europeu. O anti-EUA sentiment não é um risco para a BAE.
| Horizonte | 2026–2029 |
| Risco portfólio | Alto P1/P2 · Positivo EU/MENA |
| Probabilidade | 85% |
Força VI
Explosão Demográfica da Classe Média Global
A expansão da classe média nas economias emergentes constitui o motor de crescimento estrutural mais poderoso do turismo global na próxima década. A Índia deverá superar a China como principal motor de crescimento de viajantes outbound a partir de 2029, com uma classe média de 450 milhões de pessoas.
O rendimento disponível global crescerá de $80,2 biliões em 2026 para $136,4 biliões em 2035 — crescimento de 70% em dez anos. A percentagem alocada ao turismo crescerá de 6,9% para 9,8%, reflectindo a valorização crescente das experiências face aos bens materiais.
| Horizonte | 2026–2035 |
| Risco portfólio | Mínimo (vento de cauda) |
| Probabilidade | 90% |
A tese da BAE assenta numa convicção estruturante: a indústria global de Travel, Tourism & Hospitality está a entrar na sua década de reconstrução digital, tal como o setor financeiro viveu entre 2008 e 2020 e o retalho entre 2010 e 2023. A questão não é se acontece — é quem lidera e quem captura o valor.
Tudo — pricing, forecasting, concierge, disruption management, automação operacional, personalização — será gerido por agentes de IA. Investimos em empresas que se tornam o sistema nervoso do setor, não as suas aplicações periféricas.
As empresas que unificarem os silos de dados do setor capturarão uma posição de gateway impossível de contornar — com switching costs elevados e efeitos de rede auto-reforçantes. Investimos antes dos incumbentes conseguirem desenvolver soluções próprias.
É o único eixo onde a procura é genuinamente mandatória por regulação — independente do ciclo económico, do sentimento do investidor, ou da velocidade de adopção do mercado. NIS2, AI Act, DORA e Cyber Resilience Act criam uma procura que não pode ser adiada.
Soluções que reduzem custos operacionais entre 15% e 35% e suportam sustentabilidade heurística terão procura explosiva. O capital institucional europeu exige cada vez mais métricas ESG como pré-requisito de investimento em operações turísticas.
A quantificação do potencial de mercado de cada pilar segue uma metodologia top-down rigorosa em seis camadas sequenciais — partindo do rendimento disponível global das famílias e da despesa pública em turismo, e terminando no SAM (Serviceable Available Market) endereçável por capital early-stage VC.
| Pilar | CAGR Base / Risk-Adj. | TAM 2026 | TAM 2036 Baseline | TAM 2036 Risk-Adj. | SAM VC 2026→2030 |
|---|---|---|---|---|---|
| P1 — IA & Distribuição Score mercado: 78/100 |
+12,5%/+10,8% | $428B | $1.240B | $1.040B | $5,8B→$12,8B |
| P2 — Infraestrutura de Dados Score mercado: 57/100 |
+17,4%/+16,9% | $171B | $728B | $655B | $4,2B→$10,9B |
| P3 — TrustTech & Ciberseg. Score mercado: 49/100 |
+18,9%/+22,1% | $130B | $618B | $846B | $3,8B→$9,6B |
| P4 — Experiências & Eventos Score mercado: 67/100 |
+14,2%/+15,1% | $266B | $879B | $985B | $3,1B→$6,9B |
| P5 — ESG & Operational Intel. Score mercado: 43/100 |
+22,0%/+28,6% | $88B | $528B | $740B | $2,9B→$7,2B |
| TOTAL SotP | +15,6%/+17,2% | $1.083B | $3.993B | $4.266B | $19,8B→$47,4B |
A conclusão central é contraintuitiva mas robusta: a geopolítica actual é um acelerador da tese da BAE, não uma ameaça. O SAM early-stage VC risk-adjusted é 2% a 7% superior ao baseline em todos os horizontes temporais. A instabilidade geopolítica redistribui valor e força adopção tecnológica mandatória em exactamente os pilares onde a BAE concentra o seu capital.
O investimento em infraestrutura tecnológica do turismo tem uma característica que o distingue da maioria das classes de activos em contexto de incerteza: não depende do optimismo do mercado para criar valor — depende da pressão estrutural que força a adopção.
Quando a economia desacelera, os operadores turísticos cortam em workforce — e precisam mais de automação, não menos. Quando os custos de energia sobem, a procura por energy intelligence intensifica-se. Quando os ataques cibernéticos aumentam — como aumentam a 60% ao ano — o investimento em TrustTech torna-se mais urgente, não menos. Quando a regulação europeia avança — e avança independentemente do ciclo político nacional — a compliance tecnológica torna-se mandatória.
O turismo em 2026 está onde o fintech estava em 2010: um setor digital por fora e analógico por dentro, com sistemas legados de 30–50 anos, uma procura crescente que os sistemas não conseguem suportar, e uma janela de entrada em early-stage antes de a curva de adopção se tornar óbvia para o mercado.
Os investidores que entraram no fintech em 2009–2012 — construindo sobre os destroços dos sistemas legados bancários, em plena crise financeira, quando os mercados de capitais eram hostis ao risco — capturaram retornos que os tornaram referência por décadas. Stripe, Adyen, Marqeta, Plaid, Mambu foram todas fundadas ou cresceram substancialmente nesse período de adversidade.
| Classe de Activo | Retorno Esperado | Correlação Ciclo | Risco Inflação | Risco Geopolítico | Exposição T&T Tech |
|---|---|---|---|---|---|
| Obrigações Soberanas EU (10 anos) | 2,5–3,5% | Alta | Alto | Médio | Nula |
| Obrigações IG Corporate EU | 3,5–4,5% | Alta | Médio | Médio | Nula |
| Equity Pública EU (MSCI Europe) | 7–10%/ano | Muito Alta | Médio | Alto | Parcial |
| Private Equity (buyout, Europa) | 1,8–2,2× net | Alta | Médio | Médio-Alto | Parcial |
| VC Generalista (EU, early-stage) | 2,0–2,8× net | Média | Baixo | Médio | Nula |
| Real Estate (prime, EU) | 4–8%/ano | Média | Muito Baixo | Baixo | Nula |
| BAE — Infrastructure & AI TravelTech | 2,7–4,5× MOIC | Baixa | Muito Baixo | Acelerador | Integral |
A BAE Ventures opera dois veículos de investimento paralelos que investem na mesma tese — infraestrutura de IA para o turismo global — com a mesma equipa e acesso ao ecossistema BAE Ventures / Nexus Travel & Tourism Intelligence. A escolha depende do perfil regulatório, ticket disponível e preferência de liquidez.
Qual é a oportunidade de mercado que justifica este investimento?
O turismo global opera sobre uma infraestrutura tecnológica concebida há 30 a 50 anos. Os GDS que processam a maioria das reservas aéreas mundiais assentam em arquiteturas COBOL dos anos 1960–1970. Os PMS que gerem a operação da maioria dos hotéis não foram concebidos para comunicar com APIs modernas.
| Contribuição Travel & Tourism para o PIB global (2025) | $11,7 triliões de USD — novo máximo histórico (WTTC 2026) |
| Projeção WTTC (2035) | $16,5 triliões de USD |
| TAM TravelTech — 5 pilares (2026→2036) | $11B → $23B (CAGR +15,6%) |
| SAM early-stage VC (2026→2036) | $20B → $122B (crescimento 6×) |
| Janela de entrada ótima | 2026–2028 — avaliações ainda em fase de formação |
Porque é que 2026 é o momento certo para investir?
O setor atravessa três transições simultâneas que criam uma janela de investimento assimétrica: a transição para sistemas AI-native, a normalização pós-pandémica da procura turística, e a pressão regulatória europeia (AI Act, ESRS, Data Act) que cria procura mandatória por infraestrutura tecnológica. O SAM early-stage está entre $20–30B com avaliações ainda em formação — antes que a curva de adopção se torne óbvia e os preços de entrada reflitam o upside. Esta janela não reabre.
Adicionalmente, a conjuntura geopolítica actual — sentimento anti-EUA, redistribuição de fluxos turísticos para a Europa, e regulação europeia crescente — é um acelerador da tese da BAE, não uma ameaça. O stress-test geopolítico confirma que o SAM risk-adjusted é 2–7% superior ao baseline em todos os horizontes.
Quais são os cinco pilares de investimento da BAE?
| P1 — IA & Distribuição | Agentes de IA, motores de decisão, plataformas conversacionais, substituição de OTAs e GDSs, agentic travel orchestration |
| P2 — Infraestrutura de Dados | Normalização, APIs unificadas, knowledge graphs, interoperabilidade entre PMS, CRS, GDS, DMS |
| P3 — TrustTech & Cibersegurança | Identidade digital, biometria, zero-trust, pagamentos seguros, compliance automatizado, post-quantum cryptography |
| P4 — Experiências & Eventos | Bilhética unificada, orquestração de eventos, experience routing por IA, crowd-flow management |
| P5 — ESG & Operational Intelligence | Eficiência energética, gemelos digitais, automação hoteleira, reporting de sustentabilidade, métricas ESRS |
Qual é a composição-alvo do portfólio?
| N.º de empresas até 2035 | 25–35 empresas complementares |
| Seed / Pre-Seed | 25% do portfólio |
| Série A / B | 50% do portfólio |
| Growth / Late Scale | 25% do portfólio |
| Empresas com potencial de IPO ou aquisição global | 2–3 |
| Presença geográfica | 15+ mercados prioritários |
Qual é o estado atual do pipeline de investimentos?
| Startups identificadas com potencial relevante | 58.300 |
| Startups já avaliadas (com relatório de avaliação) | 391 |
| Oportunidades pré-qualificadas | 71 |
| Investimentos em fase de execução | 9 |
| Origem do deal flow | Rede Global de 46+ Venture Partners + Ecossistema de parceiros + Nexus Travel & Tourism Intelligence |
Quais são os termos da ronda de investimento actual?
| Tipo de oferta | Colocação Privada |
| Rondas abertas | 1ª Ronda - €1.000.000 (2.ª emissão) |
| Ticket mínimo 1ª Ronda | €50.000 · 25.000 Ações Preferenciais Categoria A · 0,50% do capital |
| Ticket recomendado | €100.000 · 50.000 Ações Preferenciais Categoria A · 1% do capital |
| Preço por ação | €2,00 |
| Target total (3 rondas) | €8.000.000 |
O que são as Ações de Categoria A e que direitos conferem?
As Ações de Categoria A são ações preferenciais, sem direitos de voto, reservadas aos Investidores da 1ª ronda. Conferem os seguintes direitos:
| Proteção de não-diluição | Com a conclusão da 1ª ronda os investidores de categoria A usufruem de um direito de subscrição pelo valor nominal de 0,02€ por ação, de forma a manterem a sua participação. Esta proteção extingue-se após a valorização da sociedade em €35.000.000. |
| Dividendo prioritário | 1% ao ano sobre o valor nominal das ações, pago antes de qualquer distribuição aos Fundadores |
| Reembolso prioritário | Em caso de liquidação, os titulares de Categoria A são reembolsados prioritariamente |
| Tag-along | Direito de venda conjunta pro-rata se os Fundadores alienarem a maioria do capital |
| Drag-along | Obrigação de venda conjunta se proposta aprovada por ≥75% do capital e maioria dos Fundadores |
Como é que o acionista ganha dinheiro? Quais são os mecanismos de retorno?
O acionista na BAE ganha através de três mecanismos simultâneos e independentes:
| Valorização da BAE | À medida que novas rondas entram a preços mais elevados, as ações existentes valorizam directamente. Cada ronda subsequente é um mark-up do capital anterior. Este mecanismo funciona antes e independentemente de qualquer exit. |
| Distribuição por exits | Quando uma empresa do portfólio é adquirida (M&A) ou entra numa Série B+, os rendimentos fluem para a BAE e são distribuídos proporcionalmente aos acionistas — sob a forma de dividendos e mais-valias por cada exit individual. |
| Dividendo prioritário | 1% ao ano sobre o valor nominal, pago antes de qualquer distribuição aos Fundadores. |
Quais são as projeções financeiras da BAE Ventures S.A.?
| Capital investido pelos Acionistas | €8.000.000 |
| MOIC projetado | x 3,43 |
| IRR projetado | > 25% ao ano |
| Prazo das projeções | 7 anos |
| Principais fontes de receita | Comissões de gestão dos fundos em Advisory, exits (M&A e IPO), dividendos de portfólio |
Aviso: As projeções são estimativas baseadas em modelos internos da BAE Ventures e não constituem garantia de resultados futuros. O investimento em capital de risco envolve risco de perda parcial ou total do capital investido.
Como funciona a liquidez para acionistas da BAE?
A liquidez é garantida através de dois mecanismos complementares:
| Mercado secundário interno | Janelas programadas onde acionistas existentes podem transaccionar participações com novos acionistas aprovados pela gestão da Sociedade |
| Evento estratégico | Entrada de investidor institucional ou ronda de consolidação sectorial que proporciona liquidez parcial e valorização da BAE |
Qual é o processo de subscrição?
| 1. Análise documental | Envio dos documentos - Ficha Técnica de Investimento, do Acordo de Investimento e do Acordo Parassocial |
| 2. Assinatura do Acordo de Investimento | Pela BAE Ventures S.A., pelo Investidor, e pelos Fundadores |
| 3. Transferência do capital | Para a conta da Sociedade, nos termos definidos no Acordo |
| 4. Emissão das Ações | Registo das Ações de Categoria A em nome do Investidor |
| 5. Adesão ao Acordo Parassocial | Formalização dos direitos e obrigações entre acionistas |
Contacto para concluir o processo
| Nome | António Parente |
| Cargo | Head of Investor Relations — BAE Ventures |
| antonio.parente@baeventures.com | |
| Telefone | +351 910 933 375 |
| Website | www.baeventures.com |